As novas regras para fazer abdominais

As Novas Regras para Treinar os Abdominais e o Core

Os tradicionais abdominais ou crunches não são a melhor forma de treinar os abdominais e podem causar sérios problemas na coluna.  

Existem muitas formas diferentes para treinar os abdominais ao contrário do que se possa pensar. As pessoas têm tendência para pensar nos crunches e nos sit-ups quando se fala em treinar os abdominais mas, na realidade, esse tipo de exercícios tem riscos de lesão muito superiores quando comparados com outros que visam uma adequada estabilização do core como pranchas frontais e/ou laterais, para citar apenas os mais conhecidos.

Graças às investigações realizadas pelo Dr. Stuart McGill, uma das principais referências mundiais no que diz respeito ao estudo da coluna vertebral, hoje sabemos que fazer demasiados exercícios que envolvem uma flexão e extensão acentuadas da coluna, podem causar diversas patologias na zona lombar. Se juntarmos a isto o facto de que mais de 80% da população pode vir a sofrer de dor na coluna lombar em algum momento das suas vidas, temos aqui uma situação que merece ser seguida com atenção.

Quando fazemos crunches ou sit-ups estamos a promover uma má postura (já vamos explicar mais abaixo como é que isso acontece do ponto de vista anatómico), portanto aquilo que a maior parte das pessoas precisa são de exercicios de correcção / compensação que contrariem essa má postura. Se pensarmos que a maior parte das pessoas “vive” em flexão lombar, isto é, passam demasiado tempo sentadas (no trabalho, em casa, a conduzir no carro, etc.), não faz muito sentido realizar exercícios que reforcem esse tipo de posturas. Se a nossa função enquanto profissionais do exercício é ajudar as pessoas a melhorar a forma como se sentem, é preciso perceber e analisar os factores de risco que estão associados às suas atividades e/ou modalidades desportivas, para poder desenhar um programa de treino adequado às suas necessidades.

Porquê que os crunches não são os melhores exercícios para treinar os abdominais?

1) Além de que podem causar dor na zona lombar e um stress acrescido na parte posterior do anel fibroso (podendo levar a protrusões e hérnias discais), quando fazemos crunches estamos quase exclusivamente a trabalhar o reto abdominal e esquecemo-nos de trabalhar os restantes músculos que fazem parte dos abdominais, como os oblíquos (interno e externo) e o transverso abdominal, que têm um papel fundamental na estabilização do nosso core e na transmissão de forças para os membros inferiores e superiores. Sim, é verdade que o reto abdominal é aquele que sobressai no six-pack, mas a realidade é que fazendo exercícios que integram todos os músculos abdominais, os resultados são bem melhores e mais seguros.

2) Segundo McGill, uma carga aceitável para a coluna não deve ultrapasar os 2500 newtons, como acontece, por exemplo, com o Birdog. As forças de compressão dos crunches são de pelo menos 3000 newtons, o que corresponde a mais de 300 quilos. Para que tenhamos noção deste valor, este é mais ou menos o peso de uma vaca. Mesmo assim os crunches não são os piores, as forças de compressão dos supermans (na imagem abaixo) na nossa coluna são de 6000 newtons (590 quilos). Pense agora em duas vacas. Tal como vejo as coisas, este é um dos exercícios mais perigosos que se pode fazer – sem carga.

3) Os crunches não trabalham a estabilidade do core e esse é que é o principal papel do core (é isto que acontece quando estamos a andar). O core deve ser compreendido como toda a área do nosso corpo que vai desde as ancas até aos ombros, portanto não são apenas os abdominais que vão ajudar na prevenção de dores na coluna. Pense também nos músculos da cadeia posterior como os vários eretores da coluna (segundo estudos electromiográficos estes músculos perdem a sua atividade quando se encontram na posição máxima de flexão lombar), o multifidus e os GLÚTEOS, um dos grupos musculares mais importantes para realizar qualquer tipo de atividade e, ao mesmo tempo, um dos mais inativos devido ao facto de passarmos tanto tempo sentados.

4) Ao contrário do que advogam os sequazes do Pilates, nós não precisamos que a nossa coluna seja flexível. Aquilo que precisamos é de aumentar a rigidez muscular, criar um efeito de tala para PROTEGER a coluna e isso não se consegue fazer através dos crunches, sit ups ou outros exercícios do género. Pelo contrário, precisamos de exercícios que potenciem a contracção de todos os músculos do core em simultâneo para obter os máximos benefícios. Citando o Dr. McGill: “Estatisticamente, as pessoas que têm maior amplitude de movimento nas costas, são aquelas que têm um maior risco de sofrer de dores nas costas no futuro”. Vejam o vídeo.

Como é que os crunches e sit-ups reforçam a má postura?

Primeiro, para que não hajam dúvidas, quando falo de uma má postura refiro-me àquelas situações em que as pessoas têm os ombros caídos para a frente e uma excessiva curvatura cifótica na coluna torácica.

Segundo, reforçam a má postura porque estes exercícios causam um encurtamento do reto abdominal. Vejamos como isso acontece: as fibras musculares do reto abdominal estão orientadas verticalmente e têm a sua origem na zona púbica e inserção na porção inferior da cartilagem costal e no processo xifóide do esterno. Ao fazer este movimento demasiadas vezes, vamos contribuir para um encurtamento progressivo do reto abdominal, o que, por sua vez, vai puxar a coluna torácica para baixo, resultando numa curvatura acentuada das costas.

Lembre-se: má postura = dores nas costas.

É verdade que os crunches podem facilitar a hidratação dos discos?

Sim, é verdade e até já falei sobre isso aqui. Um artigo publicado em Agosto de 2011 no Strength & Conditioning Journal por Bret Contreras e Brad Schoenfeld (infelizmente já não está disponível gratuitamente online mas podem consultar aqui o abstract), indica que os exercícios que implicam uma flexão da coluna podem facilitar a entrega de nutrientes aos discos intervertebrais. No mesmo artigo destacam ainda outros beneficios como o fortalecimento dos tecidos dos discos e a melhoria da mobilidade da coluna.

Nota 1: Tal como indicam os autores do artigo em causa, é verdade que existem alguns beneficios na realização deste tipo de exercícios, no entanto, é preciso ter em conta a forma como se fazem os crunches e o volume que os mesmos ocupam no programa de treino de cada um. Na minha opinião, atendendo ao facto generalizado que a maior parte das pessoas mexe-se pouco e senta-se muito, aquilo que elas mais precisam de fazer no ginásio são exercícios de compensação que revertam as más posturas desenvolvidas ao longo do dia. Para aqueles que já têm dores nas costas, este tipo de exercícios só vai agravar o problema.

Nota 2: Se a questão é facilitar a entrega de nutrientes aos discos intervertebrais, podemos fazer isso através de exercícios mais seguros e eficientes, como por exemplo o Cats and Dogs.

A pior altura para fazer crunches é de manhã logo ao acordar

Durante a noite acontece um processo chamado pressão osmótica, ou seja, os nossos discos intervertebrais aumentam ligeiramente de tamanho devido à entrada de água nos mesmos. Quando nos levantamos de manhã, o anel fibroso (a região periférica dos discos que é constituída por várias camadas de fibrocartilagem – uma combinação de colagénio tipo I e tipo II) está sujeito a um maior stress durante as atividades que envolvem uma flexão da coluna. Portanto, realizar exercícios como os crunches, sit ups, leg raises ou quaisquer outros que envolvam uma repetida flexão da coluna é a melhor receita para arranjar problemas nas costas.

Nota: Os discos perdem geralmente 90% do fluido que vai perder durante o dia na primeira hora depois de nos levantarmos da cama (esta é a razão pela qual somos ligeiramente mais baixos à noite), pelo que se vai continuar a fazer crunches deixe passar pelo menos umas duas horas para minimizar os riscos.

Então, quais são os melhores exercícios para treinar os abdominais ou, neste caso, o Core?

Os melhores exercícios para treinar o Core de forma funcional são aqueles que visam uma estabilização da coluna. Alguns exemplos:

Região Anterior do Core (exercícios de anti-extensão) – Prancha Frontal, Curl Up, Deadbug, Roll Out.

Região Posterior do Core (exercícios de anti-flexão) – Ponte de Glúteos, Birdog, Peso Morto.

Região Lateral do Core (exercícios de anti-flexão lateral) – Prancha Lateral, Waiter’s Walks, Farmer Carries.

Região Rotacional do Core (exercícios de anti-rotação) – Pallof Presses, Rotações Torácicas.

Outros Exercícios integrados – Chops, Lifts, Agachamentos, Walking Lunges, Exercícios com Bolas Medicinais, etc.

E os piores?

Todos aqueles que as pessoas fazem nas diversas máquinas de abdominais e os outros que envolvem uma acentuada flexão e/ou hiper extensão da coluna, como por exemplo: Supermans, Crunches, Sit Ups, Extensões Lombares e Leg Press.

Outro exercício que é preciso ter algum cuidado e que vejo ser usado indiscriminadamente é o Leg Raise (na foto acima). Este é um exercício avançado, pelo que se não tivermos uma boa estabilização dos músculos abdominais, o melhor é começar por outros mais básicos.

A explicação é esta: Quando realizamos este exercício, existe a tendência para perder a posição neutra da coluna, devido à ação do psoas ilíaco, um dos principais flexores da anca. Uma vez que o ponto de fixação (origem) do psoas ilíaco está situado nas apófises espinhosas da coluna lombar, este irá exercer uma determinada força, puxando a bacia para anteversão, podendo resultar no aumento da lordose da coluna lombar. Para evitar que isso aconteça, é fundamental que a força dos músculos abdominais seja superior à força exercida pelos flexores da anca.

Dica: Se vai fazer Leg Raises, certifique-se que a coluna lombar está sempre em contacto com o solo.

Como é que estarmos sentados vai influenciar as dores na zona lombar?

As cargas sobre a zona lombar são maiores quando estamos sentados e existe uma relação positiva entre estar muito tempo sentado e o aparecimento de hérnias. Quando estamos sentados, verifica-se uma maior compressão sobre os tecidos passivos (ligamentos) da coluna lombar e uma menor ativação dos músculos que sustentam a nossa coluna. Portanto, ao realizarmos exercícios sentados, estamos a inibir uma quantidade considerável de músculos que nos deviam ajudar a ficar mais fortes e a prevenir dores na coluna.

Este é um dos motivos pelos quais as máquinas tradicionais dos ginásios são das piores opções que temos à nossa disposição para tornar as pessoas mais funcionais. A não ser que tenha algum tipo de limitação física ou estrutural num determinado músculo, opte sempre por fazer exercícios com o peso do corpo e em pé!

Conclusão

Se chegou até ao fim e não sabe se deve continuar a utilizar crunches no seu programa de treino, deixe-me ajudá-lo(a): se gosta de ter liberdade para fazer exercício ou outras atividades que goste sem restrições, comece a fazer exercícios de estabilização da coluna e esqueça os exercícios que lhe fazem mal como aqueles que indiquei acima – isto para o seu próprio Bem.

As pessoas vão aos ginásios para melhorar a forma como se sentem e o nosso trabalho enquanto profissionais do exercício deve ser, primeiro que tudo, prevenir lesões. Será que ao prescrevermos crunches ou outro tipo de exercícios que têm riscos de lesão razoavelmente elevados, estamos a ajudá-las da melhor forma?

Eu acho que não.

Até breve.

Referências:

Brad Schoenfeld e Bret Contreras. To Crunch or Not to Crunch: An Evidence-Based Examination of Spinal Flexion Exercises, Their Potential Risks, and Their Applicability to Program Design. Strength & Conditioning Journal Aug. 2011. Volume 33. Number 4.

Michael Reinold e Eric Cressey (2012). Seminar Functional Stability Training for the Core.

Pedro Medeiros (2012). Patologias da Coluna Vertebral.

Stuart McGill (2009). Ultimate Back Fitness and Performance, Fourth Edition.

 

Fonte: https://pedrocorreiatraining.wordpress.com/2012/10/24/as-novas-regras-para-treinar-os-abdominais-e-o-core/

 

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Treinamento de força e hipertensão arterial – por Alexandre Correia Rocha

26/08/2011

Treinamento de força e hipertensão arterial – por Alexandre Correia Rocha

Uma alternativa para controle e prevenção dessa patologia, a hipertensão, é a prática regular do exercício físico. Por motivo de segurança, facilidade no controle da intensidade e desconhecimento das alterações da pressão arterial (PA) frente a uma sessão de exercício resistido (ER) e/ou programa de treinamento resistido (TR), os exercícios aeróbios foram os mais estudados e recomendados. Até o início dos anos 1990, o TR, também chamado de treinamento de força, com pesos, contrarresistência ou musculação, não eram contemplados em diretrizes internacionais (UMPIERRE e STEIN, 2007). Graças aos esforços de diversos autores e ao grande número de pesquisas recentemente publicadas, o TR está sendo recomendado para todas as populações como mais uma estratégia para profilaxia e tratamento de doenças crônico degenerativas, inclusive para aqueles que sofrem de HAS (PESCATELLO, 2004; AHA, 2000).

Sabe-se que o TR também proporciona alterações subagudas e crônicas que são benéficas para o controle da PA e estas alterações são evidenciadas em sujeitos hipertensos e normotensos. Bermudes e cols. (2003) verificaram o efeito hipotensivo após uma sessão ER em forma de circuito em sujeitos entre 40 e 50 anos, normotensos e sedentários e não evidenciando alterações significativas da PA em relação ao repouso após o exercício e durante o período de sono quando avaliada pelo MAPA. No estudo realizado por Polito e cols. (2003), foi observado efeito hipotensor após uma sessão ER, no entanto, a magnitude não diferiu quando a intensidade do treino foi alterada. Agora, com relação às respostas subagudas do ER em hipertensos, alguns estudos também destacam a hipotensão pós-exercício. Melo e cols. (2006) verificaram diminuição da PAS (-12±3 mmHg)  e PAD (- 6±2 mmHg) por até 10 horas em mulheres hipertensas em uso de captopril pós-sessão de ER para membros superiores e inferiores. Costa e cols. (2010) também observaram hipotensão após uma sessão de ER em idosas hipertensas treinadas e não treinadas. Segundo os autores, os resultados foram mais consistente nas voluntárias não treinadas. Segundo Polito e Farinatti (2006), embora alguns estudos não apresentem diferenças significativas, estas podem estar associadas a volume, intensidade do ER, como também período de monitoração da PA.  No entanto, segundo os mesmos autores é possível identificar a hipotensão pós-exercício tanto em pessoas normotensas quanto hipertensas. É importante destacar que sujeitos com maiores valores de PA apresentam maiores hipotensões pós-exercício (NEGRÃO e BARRETO, 2005).

Agora, com relação ao efeito crônico do TR, diversos estudos apresentam resultados satisfatórios no que diz respeito ao controle e à manutenção da PA. Nos estudos de revisão de Kelly (1997) e Kelly e Kelly (2000), foram encontradas reduções médias de 5 mmHg para a PAS e 4 mmHg para a PAD e 3 mmHg para a PAS e 3 mmHg para a PAD em jovens normotensos, respectivamente. Além disso, parece que sujeitos de idade avançada também se beneficiam do efeito crônico do ER. Com base nos estudos encontrados, embora escasso e controverso, o TR também pode desencadear efeito hipotensor em indivíduos idosos normotensos e esse efeito ocorre, principalmente, quando o treinamento é de baixa intensidade (QUEIROZ, KANEGUSUKU e FORJAZ, 2010). Entretanto, Terra e cols (2008) evidenciaram reduções médias de 10 mmHg (PAS), 1 mmHg (PAD) e 6 mmHg para a PA média após TR de 12 semanas em idosas hipertensas controladas. Vale destacar que pequenas reduções nos valores da PA já são suficientes para reduzir de forma marcante os riscos associados a HAS. Segundo Pescatello e cols. (2004), reduções 2mmHg na PAS e/ou PAD podem reduzir na população geral o risco de acidente encefálico em 14% e 17%, respectivamente, e o risco de DAC em 9% e 6%, respectivamente.

Além disso, apesar de ainda não serem claras as adaptações da PA em resposta ao TR, outros fatores como alterações metabólicas (melhora da sensibilidade a insulina, aumento e/ou manutenção HDL colesterol e redução e/ou manutenção do LDL colesterol), osteomusculares (redução da gordura corporal, aumento da força, massa muscular e densidade mineral óssea) e funcionais (vaso dilatação e consequentimente redução da carga vascular e melhora da capacidade de desempenhar as atividades da vida diária), fatores que contribuem para o surgimento e/ou agravo da hipertensão arterial e comorbidades associadas, são influenciados de forma positiva após um programa de TR (WALLACE 2003; POLITO e FARINATTI, 2003; UMPIERRE e STEIN, 2007; WILLIAMS e cols., 2007; BRAITH e STEWART, 2006).

Sendo assim, devido aos vários benefícios associados ao TR, pesquisas que avaliam intensidade, duração, carga, repetições, intervalo e intensidade do programa de treinamento são de grande importância para verificar qual protocolo seria o mais indicado para os sujeitos com HAS.

Referências Bibliográficas

* UMPIERRE, D.; STEIN, R. Efeitos hemodinâmicos e vasculares do treinamento resistido: Implicações na doença cardiovascular. Arq. Bras. Cardiol. 89(4):256 ? 262, 2007.

* Pescatello LS, Franklin BA, Fagard R, Farquhar WB, Kelley GA, Ray CA. Americam College of Sports Medicine. Exercise and hypertension. Med. Sci. Sports Exerc. STAND POSITION, 2004.

* American Heart Association.  Resistance Exercise in Individuals With and Without Cardiovascular Disease: An Advisory From the Committee on Exercise, Rehabilitation, and Prevention, Council on Clinical Cardiology. Circulation, 101(7):828, 2000.

* BERMUDES, M.L.M; VASSALO, D.V.;VASQUEZ, E.C.LIMA, E.G. Monitoração ambulatorial da PA em indivíduos normotensos submetidos a duas sessões únicas de exercícios: Resistido e Aeróbio. Arq Bras Cardiol, 82(1):57 ? 64, 2003.

* POLITO, M.D.; SIMÃO, R.; SENNA, G.W; FARINATTI, P.T.V. Efeito hipotensivo do exercício de força realizado em intensidades diferentes e mesmo volume de trabalho. Rev Bras Med Esporte. 9(2):69 ? 73, 2003.

* Melo CM, Alencar-filho AC, Tinucci T, Mion JR, Forjaz CL. Postexercise hypotension induced by low-intensity resistance exercise in hypertensive woman receiving captopril. Blood Pressure Monitoring 2006, 11:183-189.

* Costa JBY, Gerage AM, Gonçalves CGS, Pina FLC, Polito MD. Influência do Estado de Treinamento Sobre o Comportamento da Pressão Arterial Após uma Sessão de Exercícios com Pesos em Idosas Hipertensas. Rev Bras Med Esporte, 16(2): 103 ? 106, 2010.

* Polito MD, Farinatti PTV. Comportamento da pressão arterial após exercícios contra-resistência: uma revisão sistemática sobre variáveis determinantes e possíveis mecanismos. Rev Bras Med Esporte, 12( 6): 386 – 392, 2006.

* NEGRÃO, C.E.; BARRETO, A.C.P. Cardiologia do exercício: Do atleta ao cardiopata. São Paulo, Manole, 2005.

* KELLEY G. Dynamic resistance exercise and resting blood pressure in adults: a meta-analysis. J. Appl. Physiol.82(5): 1559?1565, 1997.

* KELLY, G.A. e KELLY, K.S. Progressive resistance training and blood pressure: A meta-analysis of randomized controlled trials. Hypertension, 35(3):838 ? 843, 2000.

* Queiroz ACC, Kanegusuku H, Forjaz CL M.Efeitos do treinamento resistido sobre a Pressão Arterial de idosos. Arq Bras Cardiol, 95(1):135-140, 2010.

* WALLACE, J.P. Exercise in Hipertension, Sports Med. 33(8): 585 ? 598, 2003.

* POLITO, M.D.; FARINATTI, P.T.V. Resposta de Freqüência cardíaca, PA e duplo ? produto ao exercício contra resistência: uma revisão da literatura. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, 3(1):79 ? 91, 2003.

* Williams MA, Haskell WL, Ades PA, et al. Resistance exercise in individuals with and without cardiovascular disease: 2007 update. Circulation,116: 572 ? 584, 2007.

* Braith RM and Stewart, KJ. Resistance exercise training: Its role in the prevention of cardiovascular disease. Circulation, 113:2642-2650, 2006.

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Algumas coisas que você provavelmente não sabia sobre o judogui

Quando se fala em artes marciais logo se pensa em um homem ou uma mulher vestindo uma roupa branca com uma faixa colorida na cintura. Talvez não fosse bem assim se o judô de Jigoro Kano nunca tives…

Fonte: Algumas coisas que você provavelmente não sabia sobre o judogui

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Can The Knees Go Over The Toes? (Debunking Squat Myths)

Mitos sobre o Agachamento!!!

OSS.

Squat University

Welcome back to Squat University. Last week we discussed the myth that squatting deep is dangerous for the knees. After looking into what actually happens at the knee joint we were able to debunk this misconception. Healthy athletes can perform the squat to full depth without worrying about hurting their knees given proper training methods. We should all feel free to squat ass-to-grass as long as correct technique is used and we don’t max out every day.

Today I want to tackle another common myth of the squat. There is a strong held belief by many that the knees should never go over the toes when squatting.

Just last week, I was guest lecturing to a class of physical therapy students at the University of Missouri. I asked a simple question, “How many people here think we should never have our knees go past the toes while squatting? Following my…

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Debunking Squat Myths: Are Deep Squats Bad For The Knees?

Squat University

The squat is a staple exercise in almost every resistance-training program. Today athletes of all ages and skill levels use the barbell squat to gain strength and power. However, a good amount of controversy still exists on its safety. There are many opinions when it comes to optimal squat depth. Some experts claim squatting as deep as possible (ass-to-grass) is the only way to perform the lift. Others believe deep squats are harmful to the knees and should never be performed. So who should we believe?

History 101

To start, we need to discuss where the fear of deep squatting originated. Let’s take a trip back to the 1950’s. We can trace the safety concerns with the deep squat back to a man by the name of Dr. Karl Klein. The goal at the time was to understand the reason behind the rise in number of college football players sustaining…

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O CrossFit é Bom ou Mau?

Uma reflexão!

Functional Performance Training

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Já há algum tempo que pretendia escrever sobre o CrossFit e o estudo que vai ser publicado brevemente sobre os potenciais beneficios deste tipo de treino no VO2 máximo, na composição corporal e na incidência de lesões, foi aquilo que precisava para tornar isso possível e partilhar convosco aquilo que penso sobre este assunto.

Em primeiro lugar, vamos tentar contextualizar as coisas e perceber o que é o CrossFit.

Segundo a página oficial deste movimento e as referências existentes na Wikipedia, o CrossFit Inc. nasceu como uma empresa fundada por Greg Glassman e pela sua ex-mulher Lauren Glassman, por volta do ano 2000 nos EUA. Dada a sua crescente popularidade no mundo do fitness, este movimento (também conhecido por cross training) tornou-se numa abordagem ao treino físico um pouco diferente daquela que a maioria das pessoas está habituada.

Traduzindo isto por miúdos, o CrossFit consiste num programa funcional de…

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Federação Baiana de Esporte Escolar

Federação Baiana de Esporte Escolar.

 

Salvador está sendo palco do Brasileiro Escolar de Natação

 

 

Mais uma vez o desporto escolar está brilhando no cenário nacional e revelando jovens talentos para o Brasil. Desde ontem (11/11), diversos atletas/estudantes, de várias partes do País, estão reunidos em Salvador-BA, disputando o III Campeonato Brasileiro Escolar de Natação – Seleção – 2014, que segue até hoje (12/11), no Colégio Salesiano Dom Bosco, localizado na Avenida Paralela.  O evento está sendo promovido pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), por meio da Federação Baiana de Desporto Escolar (FEBRE).
“O nível da competição está altíssimo, sendo bem disputada pelos participantes que cravaram boas marcas no primeiro dia e prometem fazer ainda melhor durante as provas de hoje. Ontem, a Bahia atingiu a segunda colocação no quadro geral, masculino, perdendo apenas para o Distrito Federal, o que representa um grande incentivo para os nossos atletas, que atualmente não contam com piscina olímpica na capital baiana” salientou o Presidente da Federação Baiana de Desporto Escolar, Ari Souza.
Além dos baianos, também estão marcando presença no Brasileiro, vários nadadores de Minas Gerais, São Paulo e do Distrito Federal. No primeiro dia do campeonato, o quadro absoluto final (masculino) foi fechado com o seguinte resultado: Distrito Federal (1° lugar), Bahia (2° lugar), São Paulo (3° lugar) e Minas Gerais (4° lugar). Já no feminino a classificação foi diferente com: São Paulo (1° lugar), Minas Gerais (2° lugar), Distrito Federal (3° lugar) e Bahia (4° lugar).  As provas que fecharão o evento terão início às 15h, dessa quarta-feira (12/11), no Colégio Salesiano Dom Bosco. A entrada do público é gratuita.

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Meu Jiu-jitsu vem daqui! OSS.

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Muito além das aulas de educação física – CRESCER | Por Uma Infância Mais Saudável

 

Muito além das aulas de educação física

Por que as atividades esportivas extracurriculares são importantes e o que fazer quando seu filho quer desistir delas

 

Por Malu Echeverria – atualizada em 22/09/2014 17h18

ioga; familia (Foto: Thinkstock)

Sessenta minutos de exercícios diários, de moderados a intensos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, é o mínimo que as crianças (de 5 a 17 anos) precisam para melhorar a capacidade cardiorrespiratória, fortalecer ossos e músculos e combater a obesidade. A ênfase é nos exercícios aeróbicos, que vão desde brincadeiras e jogos à prática esportiva. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos mostra que menos da metade dos jovens daquele país segue a orientação. No Brasil, não há estatísticas. Mas a maioria das escolas oferece apenas duas aulas de educação física por semana e as crianças já não brincam mais nas ruas por questões de segurança.

Uma alternativa, nesse contexto, são as aulas extracurriculares que envolvem movimento. “Para um ser humano em pleno desenvolvimento do sistema neuromotor, a estimulação é determinante”, acredita o professor de educação física Rafael Kanitz Braga, mestre em Ciências do Movimento Humano e docente da PUC-PR. Ele destaca que é importante incorporar as atividades físicas desde a educação infantil, sejam espontâneas ou direcionadas, para que elas se tornem rotina na vida adulta.

E se ele não quiser ir mais à aula?

Na infância, as aulas, tanto na escola quanto as extracurriculares, têm de ser lúdicas – as regras são incorporadas para valer somente após o 3º ano, em geral. “São uma iniciação ao esporte e não treino”, alerta Pâmela Santi, professora de educação física do Colégio Joana D’Arc, em São Paulo. Por isso, o ideal é que a criança escolha o que mais lhe atrai. Opções não faltam! Atualmente, os tradicionais futebol, judô, balé e natação estão perdendo espaço para outras atividades como circo, capoeira, yoga, entre outros. Os pais podem fazer sugestões, obviamente, só não vale insistir para o filho praticar um esporte que vá satisfazer apenas a eles: a atividade tem de ser prazerosa e motivadora para a criança.

Além das aulas regulares de educação física na escola, dedicar duas horas por semana da agenda à prática esportiva já basta. Afinal, seu filho também precisa ter tempo para se exercitar, brincando de outras coisas. Se ele, entretanto, chora para ir à aula, pede para mudar de curso com frequência ou até finge que está doente no dia, é um sinal de que algo não vai bem. De acordo com Pâmela, antes de brigar ou, pior, obrigar a criança a ir à aula, melhor descobrir a razão. “Pode ser que ele tenha se desentendido com um amigo ou que a escola esteja forçando demais”, diz. Vale a pena respeitar a vontade do seu filho caso ele queira desistir, oferecendo outras opções de exercícios. Pode ser que ele até peça para voltar, dali a um tempo. Insistir demais, entretanto, aumenta as chances de frustração–sem falar naquele trauma de ser o último a ser escolhido, sabe?– e, assim, de ele fugir dos esportes no futuro.

Muito além das aulas de educação física – CRESCER | Por Uma Infância Mais Saudável.

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Você é talentoso?

“Pessoas talentosas sem disciplina não vão a lugar algum”

(Royce Gracie)

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